Morra Web 2.0!
Entrei no Digg hoje e logo na primeira pággina havia um link para um post entitulado The Death of “Web 2.0″. Criado por Tim O’Reilly em 2004, o termo vem sendo usado para distinguir as novas aplicações web onde o usuário final é quem fornece a informação apresentada na aplicação, contrastando com as antigas aplicações e sites institucionais, onde a empresa ou pessoa responsável por aquele espaço publicava o que o dono do site considerasse importante. Podemos assim criar uma metáfora onde as antigas aplicações seriam como o jornal impresso e a web 2.0 seria um mural onde as pessoas poderiam escrever o que quisessem e pendurar com tachinhas.
Porém, isto não é mais novidade nenhuma. Na verdade, não deveria mais ser. Segundo Robin Wauters, autor do post que me inspirou a escrever este, uma simples pesquisa por “web 2.0″ no Google Trends mostra que o termo começou a ser buscado com frequência cada vez maior a partir de 2005 e o volume de pesquisas cresceu até 2007, quando começou a despencar, voltando em 2008 ao mesmo volume que tinha em 2006.
Lendo os comentários do post de Robin descobri que seus leitores tem uma visão parecida com a minha, de que a tão aclamada Web 2.0 não passa de mais um termo de marketing para enganar leigos e mal informados dizendo que suas empresas estão criando sites baseados em uma nova plataforma tecnológica revolucionária. Porém, usuários e desenvolvedores atentos já perceberam que esta nova onda de aplicações colaborativas pouco tem a ver com tecnologia, pois trata-se de uma quebra de paradigma na geração de conteúdo original e autêntico, criado de usuários para usuários.
Então, antes que seus colegas de marketing venham apelidar a Web Semântica de Web 3.0, diga a eles que a Web 2.0 é a Web Social e que produtos de limpeza tem um papel irrelevante nela, podendo algumas vezes até mesmo atrapalhar alguns grupos de usuários e os buscadores.